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Reportagem Especial - 19/09/2011 - 12:10
Na capital, 23 árvores que resistiram à urbanização e ao tempo estão tombadas

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Primeira a ser tombada na Capital, Árvore da Paz tem quase 100 anos
Foto: Deurico/Capital News

Em Campo Grande, a prefeitura  tombou  23 árvores localizadas na região central do município.  A cidade tem mais de 150 mil árvores e o tombamento é uma maneira de preservá-las.

Tombadas, elas não poderão ser cortadas ou mesmo podadas sem autorização da prefeitura.

Dessa forma, os campograndenses podem celebrar o Dia da Árvore (21 de setembro) com a certeza de que espécies antigas estão protegidas.

Em breve, todas as árvores do canteiro central da Avenida Afonso Pena poderão ser tombadas, de sorte que um dos cartões postais da cidade ficará intocado.

Na rua da Paz, quase esquina com a rua Rio Grande do Sul está localizada a primeira árvore tombada da Capital sul-matogrossense.

A ‘Árvore da Paz’ como é conhecida, da espécie Tamboril, passou a ser considerada patrimônio paisagístico da cidade em junho de 2009.

Com quase 100 anos de vida, a árvore foi reconhecida por resistir ao processo de urbanização e ao tempo.

Ao seu redor, as residências deram lugar às lojas comerciais e os banquinhos de madeira, posicionados em baixo da centenária.

Com isso, a árvore já não tem tanta utilidade para os moradores próximos, que na maioria das vezes desconhecem a importância da natureza responsável pela sombra.

As outras 22 árvores estão localizadas na Avenida Mato Grosso, entre as ruas Calógeras e Pedro Celestino. Na avenida, uma das principais de Campo Grande, também é difícil encontrar residências.

Estas árvores, que têm entre 54 e 74 anos e são da espécie Ficus microcarpa, foram tombadas após solicitação do Ministério Público Estadual (MPE), que o fez para garantir a proteção constante das árvores que agora são consideradas patrimônio histórico, cultural e paisagístico da cidade.

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Na Mato Grosso, 22 árvores foram tombadas
Foto: Deurico/Capital News

Parte da História

De acordo com o presidente da Fundação de Cultura do município (Fundac), Roberto Figueiredo, o tombamento acontece para proteção ou reconhecimento, no caso das árvores de Campo Grande o objetivo foi a proteção. “Quisemos garantir que nada irá acontecer a essas árvores que já fazem parte da história não só do município como de muitas famílias”, destaca.

Roberto ainda explicou que as árvores da Avenida Afonso Pena também serão tombadas, mas o processo na região é mais lento, porque o pedido é para que seja tombado todo o canteiro central da avenida. Para que isso aconteça os pareceres técnicos já foram feitos, só falta o aval do prefeito.

Qualquer pessoa pode solicitar o tombamento de algum bem, é só fazer o requerimento na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e na Fundac. Antes do tombamento, a secretaria faz uma visita técnica junto com peritos ao local, onde fará um laudo sanitário sobre as condições do local, canteiro ou árvore. Após a visita, os peritos pegarão os dados e transformarão em projeto de apresentação para, assim, ser entregue ao prefeito e decretado o tombamento.

Conforme a prefeitura, para o tombamento existem três esferas: a municipal, estadual e federal. O tombamento das árvores da avenida Mato Grosso é da esfera municipal.

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Bancos vazios demonstram frieza da população
Foto: Deurico/Capital News


Fonte: Priscilla Peres - Capital News (www.capitalnews.com.br)


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