Na manha de hoje (21), os deputados estaduais de Mato Grosso do Sul retiraram de pauta o valor do reajuste que deve ser repassado às polícias Civil e Militar. O motivo alegado pelos parlamentares é que as categorias precisam entrar em um acordo com o Governo do Estado.
Antes de começar a sessão, os manifestantes estavam exaltados por conta do reajuste. Faixas, cartazes e até mesmo palavras de ordem eram as armas usadas pelos militares e civis para que a votação fosse tirada de pauta.
Após 15 minutos do início da sessão, os trabalhos da Casa foram suspensos, pois as lideranças das categorias se reuniram com as portas fechadas com os deputados para que entrassem em um consenso. “O governador também participou da conversa, por telefone, no viva voz”, afirmou o deputado Cabo Almi (PT).
Depois de 10 minutos de pausa, a sessão retornou e a palavra na tribuna foi dada aos representantes do Sinpol/MS (Sindicato da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul) e da ACS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul).
Os deputados decidiram por votar amanhã pelo reajuste, enquanto isso, espera que as lideranças voltem a negociar com o Governo do Estado. Enquanto isso, os militares mantém o aquartelamento e os policiais civis informaram que mantém a greve e que às 8 horas estarão na Praça do Rádio Clube para realizar uma passeata.
Os policiais disseram que não vão aceitar represálias. “Se algum militar, for preso por desobediência, todos os militares do interior do Estado virão para Campo Grande e vamos ficar todos de braços cruzados”, disse Edmar Silva, presidente da ACS, que contou com o apoio do Sinpol.
