O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, afirmou nesta sexta-feira que acatará o julgamento político no Congresso que pode provocar a sua destituição, mas advertiu que impulsionará uma resistência "a partir de outras instâncias organizacionais", em declarações à Rádio 10 argentina.
"É preciso acatá-lo (o julgamento político), é um mecanismo constitucional, mas a partir de outras instâncias organizacionais certamente decidiremos fazer uma resistência para que o âmbito democrático e participativo do Paraguai vá se consolidando", afirmou Lugo.
Mais cedo, a defesa de Lugo apontou uma "clara violação" do procedimento jurídico no julgamento de impeachment do líder paraguaio na sessão extraordinária do Congresso paraguaio nesta sexta-feira.
Lugo não está presente na Casa, e acompanha o julgamento da sede do governo, de acordo com a imprensa paraguaia. Milhares de camponeses, que apoiam o presidente, estão do lado de fora do Parlamento, que também está cercado de efetivos policiais.
Com duas horas para fazer a defesa do presidente no Congresso, o advogado Enrique García concentrou sua argumentação no que identificou como falhas do julgamento: a celeridade do processo e a ausência de uma regra anterior para definir os procedimentos do impeachment.
"Há uma violação clara do devido processo", disse o advogado, na sessão extraordinária transmitida pela rede Telesur. (Folha.com)
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