O corpo do jornalista Ruy Mesquita, diretor de O Estado de S. Paulo, foi sepultado às 15h25 desta quarta-feira (22), no Cemitério da Consolação, no centro de São Paulo.
Vítima de um câncer na base da língua, Ruy Mesquita morreu ontem (21), aos 88 anos.
Ele foi internado no dia 25 abril no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Autoridades, políticos, economistas, empresários, jornalistas e amigos prestaram as últimas homenagens durante o velório, realizado na casa da família, no Pacaembu.
Um cortejo, acompanhado por ao menos 20 carros, deixou a residência às 14h50, após uma missa.
Ruy Mesquita foi lembrado como um homem firme a seus ideais e que lutou pela liberdade do País e como um jornalista que não admitia erros de informação e acreditava na função política do jornal.
Ele chegou a apoiar o golpe de 1964, mas, assim como seu pai e seu irmão, também passou a criticar a ditadura. Os três lideraram uma das mais emblemáticas resistências à censura prévia, substituindo as reportagens cortadas por poemas e receitas.
Ruy manteve sua rotina de trabalho até a véspera da internação. Responsável pela opinião do Estado desde a morte de seu irmão Julio de Mesquita Neto, em 1996, ele se reunia diariamente com os editorialistas para definir as tradicionais "Notas & Informações" da página 3.
O governador de São Paulo, Geraldo Alkimin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os ex-ministros Celso Lafer e Maílson da Nóbrega e o prefeito Fernando Haddad, entre outras autoridades, prestaram suas condolências à família Mesquita.
Ruy foi diretor do “Jornal da Tarde” e dirigiu o jornal "O Estado de S. Paulo" por sete anos, até a reestruturação da empresa, quando a família se afastou das funções executivas.
Ruy Mesquita deixa a mulher, Laura Maria Sampaio Lara Mesquita, os filhos Ruy, Fernão, Rodrigo e João, 12 netos e um bisneto.
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