A Polícia Civil confirmou o indiciamento criminal de 16 pessoas por responsabilidade no incêndio que matou 241 pessoas na boate Kiss em 27 de janeiro. As informações são do Jornal Zero Hora, de Porto Alegre que relatou o anuncio do delegado Marcelo Arigony nesta sexta-feira (23) na apresentação do relatório do inquérito sobre a tragédia.
Ao todo, 35 pessoas foram responsabilizadas. Das 16 incriminadas, nove são por homicídio doloso, sete por incêndio, quatro por homicídio culposo, dois por fraude processual e um por falso testemunho. Algumas pessoas foram indiciadas por mais de um crime.
Entre as causas apontadas pela Polícia Civil para as mortes na Kiss, estão a lotação excessiva da casa, a existência de apenas uma porta de saída, o acendimento de um sinalizador por um integrante da banda, barras de ferro instaladas irregularmente próximo à porta, que dificultaram a saída das pessoas.
Além disso, segundo o delegado, no momento do incêndio o vocalista da banda Gurizada Fandangueira não avisou aos frequentadores sobre o início das chamas.
Segundo informou o jornal, o prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer, também está entre os responsabilizados no inquérito, mas como ele tem foro privilegiado, a Polícia Civil não pode indiciá-lo criminalmente.
O delegado Arigony ainda afirmou que a polícia pedirá ao Tribunal de Justiça que abra processo contra o prefeito por homicídio culposo e recomendará à Câmara Municipal da cidade que o processe por improbidade administrativa. O prefeito ainda não se manisfestou publicamente pelas declarações da polícia.
Ao todo, mais de 13 mil páginas foram feitas para o documento final das investigações que começaram a ser apresentados à imprensa no anfiteatro da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). "Nós não estamos aqui para agradar a todos. Estamos aqui para apontar os fatos tecnicamente" disse Arigony no início da sua apresentação.
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