O Brasil recebeu ontem (28), o primeiro lote com 10 milhões de comprimidos do novo medicamento para tratar pacientes com tuberculose. No total, o governo brasileiro comprou de um laboratório indiano, 20 milhões de comprimidos ao preço de US$ 6 milhões.
Segundo o ministério da saúde, o medicamento está Brasília e começará ser distribuídos para os estados em outubro. O outro lote de 10 milhões chegará ao país em fevereiro de 2010.
O tratamento chama DFC (dose fixa combinada), mas é conhecido como “quatro em um”. A vantagem é aumentar a eficácia do tratamento com uma quarta droga em um mesmo comprimido, reduzindo o abandono ao tratamento, além de ser mais barato que os outros tratamentos, caindo de US$ 40 para US$ 30.
O ministério da saúde explica que o novo esquema terapêutico será usado nos dois primeiros meses dos novos tratamentos, a partir da implantação no Sistema Único de Saúde (SUS). O restante da terapia será feita com as drogas atuais.
Tuberculose e números
Causada pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) e transmitida pelo ar, a tuberculose afeta vários órgãos, mas principalmente os pulmões. Os principais sintomas são tosse prolongada, cansaço, emagrecimento, febre e sudorese noturna.
A intenção da nova terapia é aumentar a adesão dos pacientes ao tratamento, já que muitos abandonam a terapia, o que torna o bacilo mais resistente aos remédios. A cura só ocorre se o paciente cumprir todo o tratamento.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) usa o parâmetro de 5% para abandono no tratamento. O Brasil reduziu o percentual de 11% em 2001 para 8% em 2008, porém ainda está cima, e a meta é de atingir o patamar até 2015.
De acordo com o último relatório divulgado pelo Ministério da Saúde, a incidência de casos novos da doença passou de 51,44 por cada grupo de 100 mil habitantes, em 1999, para 37,12, em 2008, o que representa uma redução de 27,83% em 10 anos.
Segundo a OMS, 22 países concentram 80% dos casos de tuberculose no mundo e o Brasil passou de 14ª posição para 18ª três anos, o que significa que as ações de controle estão sendo eficazes. No Brasil, a doença é a 4ª causa de mortes por doenças infecciosas e a 1ª em pacientes com Aids.
Por: Nadia Nadalon-estagiária (www.capitalnews.com.br)
