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Só em janeiro, tempo seco provoca perda de até 15% na produção de soja em MS

Safra estimada para o biênio deve ser 6,6% menor que a produção anterior

Caroline Carvalho
Capital News

Divulgação/Fundação MS

Só em janeiro, tempo seco provoca perda de até 15% na produção de soja em MS

Safra estimada para o biênio deve ficar em torno de 8,9 milhões de toneladas, 10% a menos do que o esperado no início do plantio

A escassez de chuva em regiões de Mato Grosso do Sul deve ter provocado perda de até 15% nas lavouras de soja em janeiro, mesmo com a regularização das chuvas no final do mês. De acordo com o Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), o combo falta de chuva e tempo quente em algumas regiões do estado foi determinante principalmente em culturas que estavam na fase de enchimento de grãos. 

 

Com as intempéries climáticas, principalmente na região Sul, a safra estimada para o biênio deve ficar em torno de 8,9 milhões de toneladas, volume 6,6% menor que a safra anterior. No início do plantio, a expectativa era a produção de 10 milhões de toneladas da oleaginosa.  

 

Estresse hídrico 

Segundo a Fundação MS, o último mês foi bastante atípico no que diz respeito às chuvas. Para se ter uma ideia, nos dez primeiros dez dias do ano em 2018, já havia chovido 68,4 milímetros, enquanto que em 2019, no mesmo intervalo de tempo, choveu menos da metade. 

 

Essa escassez de pluviosidade pode causar o que é chamado de estresse hídrico, ou seja, quando a demanda de água é maior do que a sua disponibilidade e capacidade de renovação em uma determinada localidade. Aliado ao estresse térmico, ocasionado por altas temperaturas, a produção agrícola é prejudicada. 

 

Estratégias

O pesquisador de fitotecnia da soja da fundação MS, André Bezerra, alerta para alguns cuidados que produtores devem tomar para não acabar tendo perdas na lavoura. "É necessário tomar decisões baseadas em resultados comprovados. Deve-se realizar a semeadura do cultivar correto, que apresente melhor comportamento em ambientes de estresse. Além disso, é preciso atentar-se para a época certa, fazer um manejo de solo adequado e manter uma boa manutenção do sistema de plantio direto", pontua. 

 

Uma boa maneira de ter cada vez mais sucesso nas lavouras é olhar para trás. O pesquisador recomenda que, ao final de cada safra, o produtor reflita sobre quais pontos foram definitivos durante o processo. "Onde perdemos em produtividade? Será que foi na escolha da cultivar, na época de semeadura, na população errada da cultivar?  Esses são aspectos importantes de se identificar para que possam ser corrigidos numa próxima safra", exemplifica.

 

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