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Ano teve volta do Morenão e título em Corumbá após 33 anos

Corumbaense deixou para trás favoritismo do Operário na "final antecipada" e bateu o Novo na decisão

Rogério Vidmantas
Capital News

Reprodução/TV Morena

Corumbaense Festa

Torcida do Corumbaense comemorou título estadual após 33 anos de espera

retro2017

Foram 33 anos de espera, mas 2017 foi, pela segunda vez na história, o ano do Corumbaense no Campeonato Estadual. O Carijó da Avenida conquistou o título para festa da torcida mais apaixonada do Estado, que vibrou com a virada na semifinal contra o Operário e a supremacia sobre o Novo na decisão. Os dois finalistas garantiram ainda vaga na Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro 2018 como prêmio.  

A novidade do Campeonato Estadual 2017 foi o retorno no Estádio Morenão após três anos sem poder ser utilizado para jogos oficiais, mas a competição começou com os problemas de sempre e que devem se repetir em 2018. Estádios sem laudos obrigatórios e jogos  precisando ser remanejados ou adiados.

A primeira rodada começou no dia 29 de janeiro e foi concluída quase duas semanas depois com os jogos de Corumbaense e Urso de Mundo Novo. A coincidência de datas dos jogos do Sete de Dourados na fase preliminar da Copa Verde também obrigou a Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS) a encaixar outras datas disponíveis.

Em campo, dois times dominaram a primeira fase. No Grupo A, onde se enfrentaram Serc, Costa Rica, Comercial, Operário, Novo e ABC, os quatro últimos de Campo Grande, o Galo se classificou na primeira posição sem maiores sustos, com cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado Comercial. ABC e Novo foram os outros classificados. Costa Rica mais uma vez prometeu muito e entregou pouco, caindo ainda na primeira fase e a Serc, que começou bem, terminou na lanterna e rebaixada para a segunda divisão.

No Grupo B, Águia Negra, Corumbaense, Sete de Dourados, Urso de Mundo Novo, Naviraiense e Ivinhema jogaram pelas quatro vagas e o time de Rio Brilhante fez 22 pontos e a melhor campanha da fase. O Corumbaense, com 18, foi o único invicto, graças a uma série de empates que culminou com a saída de Nei César, substituído por Douglas Ricardo. Sete e Urso completaram os classificados. Naviraiense e Ivinhema brigaram mesmo contra o rebaixamento e o Jacaré, com vitória no confronto direto na última rodada, empurrou o Azulão para Série B.

Surpresas
Nas quartas de final, confirmação de favoritos e surpresas. A classificação mais tranquila foi a do Operário. Foram duas vitórias sobre o Urso – 3 a 0 e 4 a 1 – e lugar garantido na semifinal. Fora de campo, porém, o Galo foi acusado por adversários de utilizar irregularmente o volante Eduardo Arroz nos primeiros jogos do campeonato, o que poderia ter causado a eliminação. O TJD-MS, no entanto, entendeu que a denúncia aconteceu fora do prazo e isentou o clube de culpa.

Franz Mendes/Arquivo

Comercial Sete

Sete de Dourados venceu o Comercial duas vezes nas quartas de final

 

Outro que se classificou com duas vitórias, superando o favoritismo e a vantagem do adversário foi o Sete de Dourados. Contra o Comercial, venceu em casa por 1 a 0 e, na volta, fez 3 a 2 em Campo Grande, mantendo a larga vantagem que tem sobre o adversário em confrontos diretos. O Corumbaense enfrentou o ABC e, com empate em 1 a 1 na Capital e vitória, de virada, por 2 a 1, em casa, chegou à semifinal.

A grande zebra da fase foi a queda do Águia Negra. Melhor da primeira fase, o time de Rio Brilhante enfrentou o Novo, que por pouco não se classifica e correu risco de queda. Na partida de ida, o time campo-grandense fez 2 a 0, obrigando o Águia a devolver a diferença na volta, mas a vitória por 1 a 0 foi insuficiente, colocando o Novo, pela primeira vez, entre os quatro classificados.

Final antecipada
De um lado Novo e Sete se enfrentando em jogos oficiais pela primeira vez. Do outro o confronto que foi taxado como a final antecipada entre Corumbaense e Operário. No primeiro jogo, no Morenão, o Novo fez 1 a 0 no Sete e foi para o Douradão jogar pelo empate. Suportou a pressão e, como 0 a 0, foi pela primeira vez decidir o Estadual, excelente resultado na sua quinta participação na competição.

Raul Rodrigues / Divulgação Operário

Corumbaense 0 x 1 Operário

A torcida do Corumbaense prestigiou o time, mas o Galo foi melhor

 

No confronto mais esperado, não sobrou emoção e virada. A partida de ida aconteceu no Estádio Arthur Marinho, mais uma vez, completamente lotado. O apoio do torcedor pouco serviu para o Corumbaense que viu o Operário fazer 1 a 0, gol do polêmico Eduardo Arroz, e levar vantagem considerável para o jogo de volta, em Campo Grande.

Na volta, o Corumbaense precisaria vencer por dois gols de vantagem para impedir a ida do Galo à decisão. O jogo pode ter 90 minutos, mas as emoções se concentraram em 15 minutos ainda no primeiro tempo. Aos 28, confusão generalizada entre as duas equipes e três expulsos pelo árbitro Augusto Domingos Ortega. Pelo Galo o lateral Paulinho e o meia Leandro Diniz e o zagueiro Rafael, do Carijó deixaram o jogo. 

Com um jogador a mais, o Corumbaense abriu 2 a 0 com gols de Rodrigo e Willian aos 35 e 39 minutos. Rodrigo Grahl diminuiu aos 42, recolocando o Operário na decisão, mas no minuto seguinte, Juninho marcou o terceiro e o gol da classificação do time pantaneiro, que segurou o 3 a 1 durante todo o segundo tempo.

Título em Corumbá

Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Corumbaense Novo

O título estadual veio com vitória sobre o Novo e estádio lotado

 

A decisão foi marcada pela grande presença do torcedor do Corumbaense nas duas partidas. Na ida, no Estádio Morenão, o Novo foi o mandante, mas foi como se jogasse fora de casa. Boa parte das 3216 pessoas presentes ocuparam o espaço destinado ao time visitante. Em campo, igualdade no placar com Willian abrindo o placar para o alvi-negro no fim do primeiro tempo e Matheus Dulcídio, no início do segundo, empatando para o Novo e fechando em 1 a 1.

Na volta, todos os 4540 ingressos colocados à venda foram vendidos e o público total passou dos 5 mil torcedores. O Corumbaense fez 1 a 0 com Willian aos 42 minutos, mas a expulsão de Sandrinho ainda no primeiro tempo assustou a torcida. Para complicar, o Novo empatou logo após o intervalo com Andrinho e pressionou em busca da virada, até que com um gol contra de Júlio o Carijó fez 2 a 1, segurou o placar e pôde comemorar o título após 33 anos de espera.

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