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Delação da JBS revela possível corrupção no Governo do Estado há décadas

Empresário Wesley Batista revela que corrupção no estado

Maisse Cunha
Capital News

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), no dia 4 de maio de 2017, o empresário Wesley Batista, dono da JBS, revelou que a corrupção em Mato Grosso do Sul reina há mais de 15 anos.

Delação de Wesley Mendonça Batista

 

Em vídeo do depoimento, que faz parte do acordo de delação premiada dos irmãos Batista, disponibilizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Wesley afirma que a propina, destinada aos últimos três governadores do estado, ultrapassa na cifra de R$100 milhões.

 

Em contrapartida aos pagamentos, José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT), André Puccinelli e o atual governador Reinaldo Azambuja, acertaram a reduziam a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), em benefício da JBS.

 

Segundo a delação, o esquema começou quando Zeca foi eleito ao Governo do Estado.

 

O acerto de 20% sobre o valor do ICMS, firmado em 2003, era feito diretamente com Joesley Batista. Os irmãos afirmaram que não há registro sobre a forma como esses pagamentos foram efetuados.

 

De acordo com as informações passadas à PGR, na campanha de 2010, quando Zeca concorria à uma cadeira no Congresso, foi acertada propina de R$3 milhões para sua campanha. Deste valor, R$1 milhão foi pago por meio de doações oficiais e R$2 milhões em espécie “por fora”.

 

Wesley diz que Zeca foi pessoalmente a São Paulo receber o dinheiro de um operador identificado como Florisvaldo.

 

Segundo a delação, André Puccinelli herdou o esquema e tratava dos pagamentos diretamente com Joesley Batista. Um operador, identificado como Ivanildo Miranda. O pecuarista era quem tratava da propina destinada ao ex-governador, desde o acerto das contas até o recebimento.

 

Os valores teriam sido pagos de diversas modalidades, como Notas Fiscais frias, pagamento de doleiros a terceiros e pagamentos em espécie. Segundo Batista, cerca de R$90 milhões foram pagos a Puccinelli.

 

O esquema, segundo o delator, continuou até o fim de 2016, com o Governador Reinaldo Azambuja. Segundo ele, a empresa Buriti Comércio, do segmento de carne, teria recebido R$ 12,9 milhões.

Azambuja, segundo o empresário, teria recebido propina de R$10 milhões, na sede do Governo, no Parque dos Poderes.

 

Diversas empresas também foram beneficiadas no esquema. Segundo o delator, R$9,5 milhões foram entregues à Proteco Construções, empresa de João Amorim;  R$2,8 milhões à Ibope Pesquisa; R$2,9 milhões à Gráfica Alvorada; R$1,2 milhão ao Instituto Ícone. A MV Produções Cinematográficas, Amapil Táxi Aéreo e Bars Propaganda também foram citadas.

Deurico/Arquivo Capital News

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Em depoimento dono da JBS diz que corrupção em Mato Grosso do Sul acontece há 15 anos

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