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Terça-Feira, 12 de Setembro de 2017, 12h:48
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PF apreende arma sem registro e investigados confirmam compras fraudulentas

Processo administrativo disciplinar foi aberto pela própria administração pública e quatro servidores foram investigados

Flávio Brito
Capital News

Prefeitura de Três Lagoas/Divulgação

PF Três Lagoas

Agentes da PF coletaram e vão analisar documentos

 

Indícios de fraudes na Prefeitura de Três Lagoas foram identificados ainda janeiro deste ano. No início da gestão, novo prefeito foi cobrado por R$ 1,6 milhão em dívida, sem registros que compravassem a prestação dos serviços. Quatro servidores foram alvo de processo disciplinar por suspeita de participação nas irregularidades. De acordo com as informações da Polícia Federal, os primeiros investigados que já prestaram depoimento na manhã desta terça-feira (12), confirmaram que houve o “direcionamento de compras” para algumas oficinas mecânicas. Uma arma de fogo sem registro também foi apreendida, mas não houve prisões em flagrante. O esquema de desvio de dinheiro veio à tona a partir da operação Cambota, deflagrada na manhã de hoje, em Três lagoas

“Determinei que não pagássemos esse valor que nos era cobrado, porque, não havia empenho dos serviços que alegavam ter realizado e não localizamos qualquer tipo de notificação a esse respeito”, contou o prefeito Angelo Guerreiro, sobre os valores cobrados no início de sua gestão. As diligencias da PF continuam na tarde desta terça e mais depoimentos devem ser colhidos.

A polícia informou ainda que os documentos apreendidos serão analisados, para apurar mais detalhes do esquema, a possível participação de mais servidores e empresários e o tamanho do prejuízo das fraudes para os cofres públicos. “As portas da Prefeitura estão sempre abertas, porque prezamos pela transparência”, reafirmou o prefeito.

“Como gestores, temos que esclarecer os fatos reais e sempre nos colocamos à disposição da Justiça para apoiar e colaborar com as investigações, porque, na nossa gestão, não temos nada a esconder, mesmo porque defendemos e aprovamos a transparência na gestão pública”, disse Guerreiro, durante entrevista coletiva concedida na manhã desta terça-feira, para falar da operação Cambota da PF.

Segundo a PF, as investigações dizem respeito ao período de 2015 e 2016, quando verificou-se que um grupo de servidores da Prefeitura em associação com alguns empresários do ramo de oficinas, estariam direcionando e superfaturando serviços decorrentes de contrato de manutenção da frota de veículos da Prefeitura Municipal de Três Lagoas.

Cambota é o nome popular do Virabrequim, peça responsável pela movimentação do automóvel. Como a fraude consistia em direcionar e majorar serviços nos automóveis da frota, o nome faz alusão à atuação policial, no sentido de desarticular a organização criminosa impedindo sua movimentação.

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