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Sábado, 15 de Julho de 2017, 10h:48
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Tribunal de Justiça oferece palestra sobre Educação Financeira

Aposentados e recém concursados são o público alvo para assistirem aos três dias de palestra no TJ

Flavia Andrade
Capital News

Divulgação/Assessoria

Tribunal de Justiça oferece palestra sobre Educação Financeira

Aposentados e recém concursados são o público alvo para assistirem aos três dias de palestra no TJ

Julio Santos, consultor financeiro, Formado em Linguística pela Universidade de São Paulo e sempre atuando em empresas de grande porte no segmento educacional e corporativo, Julio Santos afirma que viveu dos 14 até 41 anos para "pagar contas", expressão utilizada por milhões de brasileiros. As preocupações financeiras geravam nele muitos questionamentos, afinal, ter um bom emprego e formação, acredita-se, era a base para o sucesso financeiro. Enquanto se questionava, acumulava problemas mais graves como stress, insônia, dificuldade de concentração, improdutividade, etc. O ápice veio com a depressão, divórcio, distanciamento dos filhos e uma profunda sensação de fracasso. Buscando a solução para os seus questionamentos, encontrou na educação financeira fundamentos simples (que não são ensinados na educação convencional) para reconstruir o seu modelo de administração financeira. Com os novos conceitos, Julio Santos conseguiu reorganizar a sua vida.

Com o objetivo de ensinar educação financeira para os funcionários, principalmente para aqueles que irão se aposentar ou que acabaram de ingressar na carreira pública, o Tribunal de Justiça convidou o consultor financeiro para três dias de palestra.
 
Hoje foi o primeiro dia de palestras do Dr Julio, quais foram os principais pontos abordados?

Julio Santos - O curso tem por finalidade apresentar aos participantes a Educação Financeira, algo que, por incrível que pareça, é desconhecido pela maioria dos brasileiros.

Esse desconhecimento se deve principalmente por uma confusão terminológica. A maioria das pessoas confundem educação financeira com economia, um grande erro.

Enquanto a economia trata de elementos macro financeiros  ( inflação,  taxas gerais de juros, índices econômicos, nível de atividade dos mercados, taxas de empregos), ou seja, dados e informações coletivas,  a educação financeira fala do uso do dinheiro e se nossos recursos no âmbito pessoal e, no máximo,  familiar.

Outro problema em relação à educação financeira é a atribuição de uma carga negativa à essa área de conhecimento. Sem saber do que se trata a maioria das pessoas acredita que aprender a educação financeira é desenvolver a arte da avareza, da economia em excesso.  Mal sabem elas que a educação financeira nos ensina simplesmente a gastar e poupar nosso dinheiro de  forma saudável, permitindo que vivamos bem o presente sem perder de vista a preparação para o futuro (aposentadoria,  por exemplo).

Qual o método que o senhor acredita ser o mais eficiente e o mais simples para que possa ser utilizado por qualquer pessoa, inclusive aquelas que não tem muito conhecimento dá área de cálculos?

"Pessoas que buscam ajuda na educação financeira descobrem que podem ser felizes com suas finanças ao aprenderem a usar os seus recursos de forma consciente, equilibrada e sustentável"


Julio Santos - Nossa formação familiar, cultural e educacional está bastante focada no consumir, no ter, no acumular, um modelo insustentável para muitas pessoas, pois o dinheiro, independente do nível socioeconômico das pessoa, é  um recurso limitado, portanto quer eu ganhe mil, dez mil, ou cinquenta mil, se eu não obedecer o principal universal da educação financeira que é: Se você gastar descontroladamente,  e mais do que ganha, infalivelmente passará por problemas financeiros e, provavelmente sofrerá dos efeitos colaterais desse problema : ansiedade,  stress;  improdutividade, insônia,  depressão, etc.

Pessoas que buscam ajuda na educação financeira descobrem que podem ser felizes com suas finanças ao aprenderem a usar os seus recursos de forma consciente, equilibrada e sustentável;  descobrem que o consumo faz parte de nossas vidas mas percebem que o consumismo é uma distorção do conceito de bem estar e qualidade de vida.

Quanto mais pessoas aprenderem os conceitos da educação financeira, mais  saudáveis se tornarão, assim como suas famílias e o meio social  em que vivem.
 
Existe uma fórmula específica para organizar a vida sem exceder o salário recebido?

Julio Santos - Não é fácil mais é simples:

1. Nunca gaste antes de receber;

2. Antes de gastar, faça um planejamento financeiro separando primeiro o dinheiro de tudo aquilo que é essencial;

3. Controle seus impulsos e desejos e aprenda a dizer não quando uma compra/despesa
apresente uma forte tendência de fazer você ficar o saldo financeiro negativo;

4. Aprenda realizar seus sonhos poupando mensalmente. .Quem tem reserva financeira percebe que nem sempre os desejos e sonhos sao relevantes para o nosso bem estar,  muitas vezes tratasse mais de empolgação.
 
Com a atual crise no país, o Dr Julio enxerga breves mudanças? ou como a maioria acredita que tudo irá melhorar a longo prazo?

Julio Santos - A educação financeira é bastante simples e de fácil assimilação por qualquer pessoa independente do seu nível sócio cultural.Isso se deve porque 80% dela associa-se a aspectos comportamentais simples: planejar antes de gastar, não gastar antes de receber, viver para si e não para os outros, controlar impulsos e desejos, administrar pressões sociais, rever crenças arraigadas que não tem muito sentido  (por exemplo, quem não tem dívida não tem nada!).

A arte técnico -matemática é bastante básica,  bastando para isso que saibamos realizar as operações basca de matemática mas longe de imaginar que ne essitemoz ser quase administradofes/economistas para ter felicidade financeira.
 
Para aqueles que estão com o nome nos órgãos governamentais (SPC/Serasa) como é possível adequar as contas atuais e as contas que estão em atraso para que possa "Limpar o nome" e voltar a ter créditos?

Julio Santos – Em tempo de crise financeira as pessoas rendem a se conscientizar que precisam de novos aprendizados e novas orientações para ajustar sua vida financeira.  Mas na verdade a grande maioria da população cometem dois erros gravíssimos em relações ao assunto: um deles é o orgulho,  sentem dificuldade em admitir suas deficiências e fragilidades e permanecem querendo resolver tudo solitariamente,  muitas vezes omitindo a à situação do cônjuge e da família. O segundo erro é  a procastinacao,  vão empurrando com a barriga e vivendo "a espera de um milagre".
 
Qual a expectativa do Senhor para os próximos dois dias de palestra e qual o retorno que ele sentiu durante esses dias de evento?

Julio Santos - A verdade é que, sem passar por um plano completo de reeducação financeira nunca estaremos prepara para usar o crédito de forma saudável. Aliás, podemos entender que a maioria das pessoas que querem limpar o seu nome, não o desejam principalmente por eliminar as às, das, mas SMS querem voltar afoita mente afoita mente o mundo do crê hoje e pague depois.
Pirando,  relaxe se os seu nome está negativado, convalescença cm familia sobre a necessdade de rever hábitos de consumo, reorganize se financeiramente,  aprenda a viver sem crédito  ( acredite, isso é  possível! ) e mais adiante negocia com os  credor de forma consciente mostrando a ele que agora você tomou as rédeas da sua vida financeira.
 
Há quanto tempo o senhor vem ministrando palestras sobre o tema? Qual o feedback que o senhor recebe de quem já teve oportunidade de participar dos eventos?

Julio Santos - Já são oito anos ministrando cursos e palestras sobre o tema em diversos pontos locais e tipos de organizações  (públicas,  privadas ou sem fins lucrativos).Voltamos sempre muito felizes com o impacto causado nas pessoas ao descobrirem que podem livrar se da escravidão financeira baseada no consumismo e uso descontrolado do credito.

São inúmeros os depoimentos que em pouco tempo dão uma guinada em suas vidas, não só no que se refere às finanças mas também no que tange suas saúdes físicas e mental, relacionamentos familiares e sociais e desempenho profissional.

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