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Sexta-Feira, 21 de Agosto de 2009, 07h:37
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Combate ao mosquito da leishmaniose deveria ser intensificado, diz veterinário

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Quando a decisão é sacrificar ou não um animal de estimação porque ele tem uma doença, a polêmica é grande. Também por falta de informação, a sociedade acaba apoiando a prática em casos de doenças de animais que podem ser transmitidas a seres humanos, como a leishmaniose, doença que tem crescido em número de casos em Campo Grande.

Para esclarecer e explicar as verdades e mitos sobre a leishmaniose e seu tratamento, o médico veterinário e doutorando da USP, André Fonseca ministrou uma palestra sobre o assunto no 3° Congresso de Medicina Veterinária no MS e suas Fronteiras - COMVET realizado na Universidade Católica Dom Bosco- UCDB.

Segundo ele, nem todo o animal portador do protozoário é transmissor. “Quando o cão apresenta o protozoário, deve ser feito um tratamento e acompanhamento para que os sintomas clínicos não evoluam e que ele não se torne também um transmissor”, explica Fonseca.

Mesmo existindo tratamento, os órgãos de saúde determinam a eutanásia - sacrifício do animal -, porque embora o animal não possa desenvolver os sintomas, ele continua sendo um hospedeiro.

“Não existe nenhum estudo científico que comprove a eficácia da eutanásia, o que deveria existir em maior proporção é a política de combate aos mosquitos. Não adianta tentar solucionar o problema de um lado se os mosquitos continuam se proliferando” completa Fonseca.

O médico veterinário explica que os melhores exames para diagnosticar a leishmaniose são o sorológico e a combinação dos exames laboratoriais, pois apenas o exame sorológico não indicará a leishmaniose, mas sim o contato ou não com o protozoário leishmaniose visceral. (Fonte: Sato Comunicação)

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