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8 coisas alternativas para se fazer em Paris

Por Raphael Granucci

Da coluna Viagens
Artigo de responsabilidade do autor

Para além do Louvre, da Torre Eiffel e da Notre Dame, a capital francesa tem um lado B que pode ser até melhor do que os guias tradicionais

Istock Photos

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Paris tem a Torre Eiffel, a catedral de Notre Dame e o museu do Louvre, mas diante de tantas opções excessivamente turísticas, há quem possa querer conhecer uma outra cidade: aquela que não aparece normalmente nos guias turísticos ou nos blogs de viagem aos montes pela web. A seguir, tentamos ajudar esse turista que busca o lado B da capital francesa.

Paris foi a sétima cidade mais visitada do mundo em 2016, segundo o Euromonitor: foram 14,4 milhões de desembarques durante o ano. Na Europa, a capital francesa só ficou atrás de Londres (terceira posição geral), que teve 19,5 milhões de chegadas registradas.

O Euromonitor acredita que o desempenho das cidades europeias na pesquisa reflete as questões pelas quais o continente se debateu nos últimos anos: a crise na zona do euro, o fluxo de refugiados, o Brexit na Inglaterra e os ataques terroristas.

Ainda assim, as passagens aéreas para a cidade-luz estão entre as cinco mais vendidas do planeta, de acordo com a mesma consultoria. De acordo com a France Internacional (RFI), 700 mil brasileiros entraram no território francês no ano passado – quase a totalidade desse número passou ao menos 24 horas na capital. Caroline Putnoki, diretora da Atout France, uma agência de turismo especializada no fluxo entre Brasil e França, diz que o país é o principal destino europeu dos brasileiros.

Para ajudá-lo a descobrir as várias cidades que existem dentro de Paris, indicamos oito coisas para se fazer em diferentes estações do ano na cidade:

Dança de salão no Jardin Tino Rossi
Nas noites quentes de verão, as docas ao longo da margem esquerda do Porto St. Bernard revive com pessoas caminhando, comendo ou dançando. Toda noite, a partir do primeiro dia de junho até o final de agosto, os dançarinos se encontram na beira do Sena perto ao Institut du Monde Arabe, no Jardin Tino Rossi, para apresentações de sala, tango, swing e valsa. Quem chegar, é claro, é prontamente convidado a entrar na roda.

Museus alternativos
Ir a museus em Paris é uma obrigação em qualquer tipo de viagem: o turismo mainstream indica o Louvre, o D'Orsay e, em alguns casos, o Centre Pompidou (onde há, segundo relatos, a melhor vista da cidade), mas há uma coleção de museus secundários que, no limite, podem ser até mais atrativos. A Galerie de Paléontologie et d'Anatomie Comparée oferece uma perspectiva incrível do mundo a partir das ciências do século XIX, com vários esqueletos de animais e troncos de árvores. Dentro do Jardin des Plantes, onde se situa o museu, há ainda um jardim botânico, um zoológico e vários pequenos museus secundário de história natural. Outras opções são o Musée de Quai Blanly, o Musée du Moyen Age e o Musée des Arts et Métiers.

Ruínas romanas de Paris
A bela capital francesa é ainda hoje crivada com numerosos traços sobreviventes do passado romano: um coliseu, salões de banho e vários pedaços de paredes, pilares e pedras esculpidas se espalham pela cidade esperando por ser descobertas por um olhar mais atento. Embora os salões de banho romanos em Cluny sejam, possivelmente, a arquitetura mais impressionante que restou de Roma em Paris, a cripta arqueológica próxima de Notre Dame revela o centro da antiga cidade romana de Lutetia, à direita da île de la Cité.

Rota pela arte de rua parisiense
O melhor jeito de fazer um safari urbano por Paris a partir dos grafites é cruzar o Canal St. Martin, no 10º arrondissement, onde se localiza uma das áreas mais movimentadas da cidade hoje em dia. Ali estão ótimos restaurantes, lojas artísticas e, claro, muitos murais feitos por grafiteiros do mundo todo. Em Localers, alguns guias turísticos chegam a indicar que o espaço pode ser frequentado por famílias inteiras. De forma ainda mais alternativa, é possível fazer um roteiro próprio pelo canal.

Passagens cobertas do século XIX
Explorar as passagens cobertas no século XIX é outra dica que vem se tornando quase mainstream em Paris -- assim como em Londres. Remanescentes do aumento da classe média francesa pós-revolução, essas precursoras das hoje famosas lojas de departamento e shoppings quase desapareceram. Menos de 30 existem hoje na cidade. Algumas das mais belas estão em uma linha que se estende da Passage Vivienne, atrás do Palais Royal, continuando em direção ao norte, onde ela acaba no final da Rue Cadet -- uma rua charmosa e movimentada. Conhecer as passagens parisienses é um roteiro perfeito para um dia chuvoso.

Passeio Plantée e Viaduc des Arts
Um grande e estreito conjunto de árvores e flores crescem onde antes era uma linha ferroviária elevada. O passeio, também conhecido pelos parisienses como La Coulée Verte, se estende da Bastille pela área ao redor da Gare de Lyon e de Bercy até uma das entradas de Bois de Vincennes. Quando o turista termina de observar o jardim, ele desce ao nível da rua e pode caminhar pelo Viaduc des Arts, onde ateliês, workshops de arte, cafés e galerias fizeram residência nos arcos abaixo do jardim. A principal parte dos dois pode ser acessada pela Avenue Daumesnil, próximo a Bastille.

As vizinhanças de Paris
Para conhecer um bairro descolado e pouco conhecido de Paris, uma dica é conhecer os renomados mercados de pulgas de Belleville e seus estandes repletos de produtos coloridos, mercantes incômodos e um movimento intenso de compradores locais. Dá para se perder também nas ruas arborizadas e pitorescas de Caulaincourt, uma caminhada ideal para quem procura uma autêntica atmosfera francesa. Amantes da gastronomia vão se encantar pela charmosa Rue des Martyrs, no 9º arrondissement, um dos melhores mercados de rua de Paris, onde padarias, vendedores de queijos e lojas gourmet se misturam com cafés e restaurantes novos.

Os eventos típicos da cidade
Uma viagem a Paris é melhor quando se conhece um evento típico da cidade. A Nuit Blanche, que acontece todo outono, é uma noite em que galerias, museus e outras instituições artísticas e culturais abrem suas portas e não cobram ingressos. Quem viaja em junho não pode esquecer da Fête de la Musique, quando as ruas se enchem de dançarinos durante as primeiras horas da manhã. As Journées du Patrimoine, que usualmente acontecem no verão, é outra oportunidade para visitar os edifícios governamentais da França, incluido o Palácio do Eliseu, a Assembleia Nacional e o Monnaie de Paris -- a casa da moeda nacional.

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