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Casa à venda em Hong Kong por R$ 1,64 bilhão pode ser a mais cara da história

Por Letícia Emori

Da coluna Casa e Decoração
Artigo de responsabilidade do autor

Imóvel fica no bairro luxuoso de The Peak, o mais caro da cidade-Estado que possui o mercado de luxo mais alto do planeta

Istock Photos

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Uma mansão à venda no bairro de The Peak, em Hong Kong -- considerado por muitas publicações e consultorias internacionais o bairro mais caro do mundo para se viver --, pode quebrar o recorde do imóvel com o preço mais alto já vendido na história.

A casa de US$ 446 milhões (R$ 1,64 bilhão, na cotação do final de outubro), construída em 1991, entrou no mercado em abril deste ano, apesar de já estar disponível para alugar antes disso. A informação foi publicada agora pela imprensa local.

Hong Kong, que hoje é a casa do maior número de super-ricos do que qualquer outra cidade do mundo, está vendo os preços das propriedades subir gradativamente, particularmente para esse tipo de demanda. A consultoria britânica Christie's já afirmou que a cidade asiática é hoje o principal mercado de luxo do mundo, mesmo posto ocupado pelo território asiático em 2016.

"Enquanto o metro quadrado mais caro da América Latina fica no Rio de Janeiro e custa US$ 3 mil, em Hong Kong ele é mais de cem vezes mais caro do que isso", diz Guilherme Blumer, diretor de marketing da Brasil Brokers Unique.

De acordo com o jornal South China Morning Post, Hong Kong teve as duas vendas imobiliárias mais caras do planeta em 2017, quebrando vários recordes de propriedades no processo. Uma corretora especializada no bairro de The Peak vendeu uma mansão para o bilionário da indústria de tecnologia Yeung Kin-man por US$ 360 milhões (R$ 1,32 bilhão) em janeiro do ano passado.

Em novembro de 2017, o apartamento mais caro vendido na Ásia foi também em Hong Kong: US$ 149 milhões (R$ 549 milhões). A cidade-Estado continua a quebrar recordes imobiliários desde então. Em março, um comprador pagou US$ 178,4 milhões (R$ 657,8 milhões), ou US$ 19,4 mil (R$ 71,5 mil) por metro quadrado, por uma mansão em The Peak -- foi a transação imobiliária mais cara da história da Ásia, afirmou a agência de notícias estadunidense Bloomberg.

No entanto, se vendida pelo valor de venda, a casa de R$ 1,64 bi superaria todos os recordes anteriores. A casa em estilo colonial inglês inclui uma piscina externa, uma grande área verde, janelas amplas que permitem que alguém no quintal veja o que está acontecendo na parte interna e uma cozinha equipada, mas não é tão grande. "O preço é mais pelo bairro do que pelo imóvel em si", admite a Christie's.

Segundo a consultoria internacional Wealth-X, o preço médio do metro quadrado em The Peak custa normalmente US$ 120 mil (R$ 396 mil). "O aumento da demanda pelas melhores propriedades nas melhores localizações aconteceu em meio a uma demanda apertada, como limitados e discretos proprietários que se sentem compelidos a vender seus imóveis", explicou um dos pesquisadores, Liam Bailey, ao jornal South China Morning Post. Localizado no topo de uma montanha que historicamente é um "céu" para os ricaços de Hong Kong, dali se pode ver perfeitamente o conglomerado de prédios famosos da cidade e o movimentado porto. Ali vivem os executivos diretores do banco HSBC, por exemplo.

Em setembro do ano passado, o diretor-geral da Goldin Financial Holdings, Pan Sutong, comprou uma casa na região por US$ 320 milhões (R$ 1,1 bilhão). Segundo o jornal Asia Times, a propriedade ficou no mercado esperando um comprador durante anos. O antigo dono da casa, o presidente da Continental Holdings, Charles Chan, estava esperando pela melhor oportunidade de capitalizar o imóvel durante o boom imobiliário de Hong Kong.

Depois de The Peak, os bairros mais caros do mundo, segundo a Wealth-X são Kensington Palace Gardens, em Londres, no Reino Unido, a Avenida Princesa Grace, em Mônaco, dentro do território da França, e a região francesa de Boulevard du Général de Gaulle, em Cap Ferrat.

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