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Com alto índice de acidentes fatais, pilotar moto exige cuidados

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Falha na formação e fiscalização ineficiente são alguns dos principais problemas

Istock Photos

ColunaBem-Estar

De acordo com levantamento feito pelo DPVAT – seguro obrigatório para vítimas de acidentes com veículos automotores –, as motos são as principais responsáveis pelo aumento dos acidentes de trânsito com mortes. No ano passado, elas se envolveram em 285.662 acidentes e foram responsáveis por 74% das indenizações pagas.

 

O número de vítimas fatais cresceu 24% em relação ao ano de 2016, correspondendo a 37.492 indenizações. O público masculino entre 18 e 34 anos é o mais afetado, com 49% do total de reembolsos pagos. A região Nordeste é a que mais sofre com o problema, com 63% das mortes no trânsito envolvendo o veículo.

 

Vários fatores podem explicar esses números. Primeiro, o aumento da frota de motocicletas, impulsionado pela ascensão da classe C. Com transporte público ineficiente, parte desse público investiu na compra do veículo, que é mais ágil e rápido nas cidades e nos congestionamentos.

 

De acordo com estudo da Confederação Nacional dos Municípios, há, no Brasil, uma moto para cada 7,86 habitantes e um carro para cada 3,89 habitantes. Nas regiões Nordeste e Norte, a prevalência das motos é ainda maior: 7,49 milhões de motos para 6,67 milhões de carros e 2,49 milhões de motos para 1,67 milhão de carros, respectivamente. Em 44,6% dos municípios, há mais motos do que carros.

 

A fiscalização, no entanto, foi ineficiente – tanto em cidades interioranas como nas capitais. De acordo com o jornal Estado de S.Paulo, os motociclistas foram responsáveis por metade dos acidentes com vítimas em 2017 em São Paulo. Entretanto, receberam apenas 744,5 mil (5,5%) das 13,3 milhões de multas de trânsito.

 

Outro problema é a formação inadequada. Para alguns especialistas, o processo para adquirir a habilitação, muitas vezes, é fraco, o que faz com que o condutor não tenha tanto preparo para lidar em situações reais do dia a dia. Por isso, é tão importante a aquisição e a utilização de equipamentos de segurança, como capacetes – além do uso ser obrigatório, pode salvar vidas em acidentes envolvendo motocicletas.

 

“Não temos uma fiscalização intensificada para fiscalizar os motoristas que pilotam sem a CNH. A falta de habilitação possui ainda uma correlação com a faixa econômica dos motociclistas. São cidadãos de baixa renda, que compram a moto e não têm condição de pagar pela habilitação. Isso é muito característico nas pequenas cidades do Nordeste”, afirma Celso Mariano, especialista em educação para o trânsito, à empresa Perkons, que foi atrás de explicações para o fenômeno.

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