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A importância do consumo de arginina para o treino e para o corpo

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Substância é importante não apenas para os praticantes de esportes, mas também para tratar doenças

Istock Photos

ColunaBem-Estar

Suplemento é essencial para quem busca melhor desempenho na atividade física

Uma das substâncias mais complexas consumidas pelo homem, a L-arginina ficou mais conhecida nos últimos anos pelo seu uso nas academias, na mesma medida em que cresceram as dúvidas sobre suas propriedades e efeitos.

De forma geral, a L-arginina é um aminoácido condicionalmente essencial que tem várias funções metabólicas no organismo de mamíferos, participando dos processos de transporte e excreção do nitrogênio do corpo, da síntese de ureia e de proteínas. Por fim, é também o substrato usado para a síntese de creatina e óxido nítrico.

Segundo o nutricionista Diogo Círico, da Growth Supplements, a substância pode ter diversas aplicações clínicas, tanto para o combate de doenças como para a prática esportiva, sempre por causa do seu efeito de aumentar a produção de óxido nítrico.

Em uma rotina de treinos, essa intensificação de óxido nítrico no organismo significa melhora no desempenho físico, como explica Círico. “O aumento da vasodilatação aumenta a perfusão muscular e reduz o consumo de glicose pelo músculo esquelético durante o exercício. A perfusão muscular trata-se do efeito de aumentar a oferta de nutrientes ao tecido muscular e também aumentar a quantidade de oxigênio na circulação, podendo assim retirar elementos tóxicos fabricados pelo organismo durante o treino.”

Existem ainda pesquisas internacionais que apontam a arginina como capaz de melhorar a força contráctil dos músculos, por sua capacidade de estabelecer uma maior síntese de proteínas musculares. Nesse caso, o efeito acontece em períodos de administração mais prolongados e quando se realiza dentro de um programa de exercícios resistidos.

“O fato é que o óxido nítrico (NO) é um gás molecular e sua produção no organismo humano ocorre quando a arginina é convertida em L-citrulina. Através da suplementação crônica de arginina aumenta-se a produção de óxido nítrico”, diz o nutricionista. Assim, ele alerta que qualquer efeito da substância deve ser considerado em longo prazo, pois a melhora da resistência à fadiga dá melhores condições de treino. A suplementação mínima, portanto, deve ser de 3 gramas por dia em um período de duas semanas. “Nesse espaço de tempo já se pode ver os resultados”, conclui Círico.

Na clínica, por sua vez, pesquisas e a própria prática indicam que a suplementação com arginina significa uma melhora aguda da pressão arterial pulmonar em pacientes com hipertensão, com inibição de agregação plaquetária e com formação de aterosclerose. A substância atua também na prevenção de risco cardiovascular em pacientes pós-infarto ou hipertensos, bem como nos processos de reabilitação cardíaca.

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